Calculadora de Juros Compostos
Calculadora de juros compostos grátis — descubra quanto um valor inicial rende ao longo do tempo a uma certa taxa, com capitalização anual, trimestral, mensal ou diária. Roda no navegador, sem cadastro.
Juros compostos são o motor de todo investimento de longo prazo. A cada período de capitalização, o saldo rende uma fatia de juros; essa fatia entra no saldo; e o saldo novo, maior, rende juros no próximo período. Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, mais a curva acelera.
A fórmula
M = C × (1 + i/n)^(n·t)
onde C é o capital inicial, i é a taxa de juros anual em decimal (10% ao ano = 0,10), n é o número de capitalizações por ano (12 = mensal, 365 = diária) e t é o tempo em anos.
Aplicando R$ 10.000 a 10% ao ano com capitalização mensal por 20 anos:
10.000 × (1 + 0,10 ÷ 12)^(12 × 20) = 10.000 × 1,008333²⁴⁰ ≈ R$ 73.281
Dos R$ 73.281, apenas R$ 10.000 foi o aporte original — todo o restante são juros, e a maior parte é juros que renderam sobre juros anteriores.
Frequência de capitalização
Quanto mais frequente a capitalização, maior o saldo final, mas o ganho
diminui rápido. De anual para mensal é um salto sensível. De mensal para
diária quase não muda — a curva tende para a capitalização contínua
(M = C·e^(i·t)), e na prática, com qualquer taxa real, a mensal já chega
quase no teto.
Tempo importa mais que taxa
São duas alavancas: a taxa e o tempo. Em prazos curtos, a taxa manda; em prazos longos, o tempo manda, porque é o expoente que cresce. Dobrar o prazo mais que dobra o resultado; dobrar a taxa não — o cálculo é multiplicativo na taxa, mas exponencial no tempo. É por isso que “começar cedo” vale mais do que “ganhar mais depois” para a maioria das pessoas.
O que esta conta não inclui
Esta calculadora assume um único aporte, sem retiradas, sem aportes adicionais, sem IR e sem correção pela inflação. Investimento real envolve as quatro coisas. Para uma estimativa rápida do retorno real, desconte a inflação esperada (IPCA) da taxa antes de calcular.
Exemplos resolvidos
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R$ 10.000 aplicados a 10% ao ano por 20 anos, capitalização mensal
Saldo final: R$ 73.280,74 — R$ 63.280,74 de juros em 20 anos.
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R$ 50.000 a 12% ao ano por 10 anos, capitalização mensal
Saldo final: R$ 165.019,34 — R$ 115.019,34 de juros em 10 anos.
Perguntas frequentes
O que são juros compostos?
São juros que rendem juros. A cada período de capitalização, o banco/aplicação credita os juros no saldo, e a partir daí o saldo *novo* (maior) é o que rende juros no período seguinte. Em horizontes longos isso acelera muito: a maior parte do valor final é juros sobre juros, não o aporte inicial.
A frequência de capitalização muda muito o resultado?
Pouco. Quanto mais frequente a capitalização, ligeiramente maior o saldo final — mesma taxa anual, bola de neve mais rápida. A diferença entre mensal e diária é pequena; entre anual e mensal já é significativa. As alavancas que pesam mesmo são a *taxa* e o *tempo*.
Qual é a fórmula?
M = C × (1 + i/n)^(n·t), onde C é o capital inicial, i é a taxa anual em decimal, n é o número de capitalizações por ano e t é o tempo em anos. Com n = 12 (mensal), i = 0,10 e t = 20 anos, R$ 10.000 viram 10000 × (1 + 0,10/12)^240 ≈ R$ 73.281.
Esta conta considera Imposto de Renda e inflação?
Não — é uma projeção nominal antes de impostos. Aplicações no Brasil normalmente sofrem IR regressivo (22,5% a 15%) sobre o rendimento, e a inflação corrói o poder de compra. Para uma estimativa do ganho *real*, subtraia a inflação esperada (IPCA) da taxa antes de calcular.
Posso incluir aportes mensais?
Nesta versão, não — esta calculadora trata de uma aplicação única deixada rendendo. Para aportes regulares (típicos de Tesouro Direto ou previdência), use a fórmula do valor futuro de uma série de pagamentos; em breve vamos publicar uma calculadora dedicada de previdência / meta de poupança.